Eu não sei você, mas na matéria de história o meu conteúdo preferido era Segunda Guerra Mundial, e não somente o meu, lembro que a maioria dos alunos da minha sala também se concentravam mais quando o assunto era guerra. Como pode, pessoas travarem guerra contra pessoas? Como é possível pegar uma arma e sair atirando em quem quer que seja contra aquilo que eu considero como certo?! Jamais, eu teria coragem de começar uma guerra, ou de fazer parte de uma! Provavelmente esse também é o seu pensamento. Mas sabe, a única coisa que nos impede de sermos como eles é que conseguimos dominar o nosso coração um pouco melhor do que eles.

Não acredita em mim? Veja o que nosso autor Tiago fala no capítulo 4 de sua carta: “De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês?” (v.1). A guerra começa no momento que eu foco apenas nos meus próprios interesses, ela começa quando eu invejo, odeio e julgo o meu próximo, quando eu me considero juiz, no direito de decidir quem é bom e quem não é. São essas ações que estabelecem nosso relacionamento com o mundo, um mundo que jaz no maligno. “Gente infiel! Vocês não sabem que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo se torna inimigo de Deus” (v.4).

No versículo seguinte Tiago faz uma declaração ousada ao dizer que o Espírito de Deus anseia por nós com ciúmes, e então surge a dúvida:”mas em 1 Coríntios 13 diz que o amor não é ciumento.” E de fato ele não é, mas vale lembrar que a analogia usada aqui é a do casamento, tanto que em algumas traduções o começo do verso 4 traz a palavra “adúlteros” no lugar de gente infiel. Isso porque foi Cristo que nos comprou com seu sangue na cruz, somos dele, somos a igreja dele – a noiva. E por amor Deus enviou o Espírito Santo, para habitar em nós e ser nosso conselheiro. Temos que concordar que nenhum noivo gostaria de ver sua noiva amada flertando com outro, não é mesmo? E é exatamente isso que acontece quando nos relacionamos com o mundo, ou agimos como pessoas do mundo. Esse ciúme é um zelo do Espírito pela sua habitação comprada por alto preço.

Mas a graça de Deus nos alcança em nossa pequenez , e nos encoraja: “Portanto, sujeitem-se a Deus, mas resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês” (v.7). Diante de Deus eu devo me prostrar com o rosto em terra, humildemente me submetendo ao Senhorio de Cristo, em contra partida, diante do diabo me coloco em pé, sabendo que o meu Deus já o venceu naquela rude cruz, me coloco em pé não pelas minhas forças, mas pelo poder do Espírito que habita em mim, e com coragem visto minha armadura (Efésios 6.11-18) e resisto.

Do versículo 7 ao versículo 10 é possível encontrar alguns verbos no imperativo, ou seja, ordens. Interessante notar que o tempo verbal dessas palavras no grego exige uma ação imediata e radical para desarraigar a atitude pecaminosa do orgulho.
submeter-se a Deus; – entristecer-se;
resistir ao diabo; – lamentar-se;
aproximar-se de Deus; – chorar ;
limpar as mãos (as ações); – humilhar-se diante do Senhor.
purificar o coração;
(Entristecer-se, lamentar-se e chorar equivalem a arrepender-se)

Escolha qual batalha lutar, se for para começar uma guerra que seja contra qualquer impulso do seu coração de ir no caminho oposto de Deus, lute contra o seu ego, batalhe pela lei do amor. Faça guerra contra o pecado, pois é o pecado que nos afasta de Deus!

“Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês”
Tiago 4.8

JG