A Vida do Siga-me

A carta

A questão principal não é por qual pecado você está abandonando sua fé, mas apenas o fato de ter decidido abandonar.

Quando Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou pela nossa salvação, ele demonstrou o poder dele, e disse que a única coisa que precisava ser feito para ser salvo era crer. E quando ele disse isso não tinha critério, não tinha um “mas”, não tinha uma lista de pecados os quais seria útil a salvação e os que a salvação falharia, porque a salvação simplesmente não falha.

Não é sobre o tamanho do seu pecado é sobre o tamanho do seu Deus.

O ladrão em seu último dia de vida foi salvo, sem provavelmente nunca ter lido um texto bíblico, esse é o poder da salvação, não depende de você, porque se dependesse de nós, iríamos todos para o inferno, independente de sermos “bonzinhos” ou não. Você já conhece a história, e de todas as coisas que o pecado pode tirar de você, ele nesse momento está tirando uma das coisas mais preciosas, o seu tempo.

O tempo que você gastou vivendo essa vida dupla não vai voltar, e o tempo que você vai escolher ficar longe de Deus não vai voltar, esse tempo está se esgotando, de forma sutil, e é exatamente isso que o pecado quer. Tirar seu tempo até que não sobre mais, até que não exista um último segundo pra se arrepender, e todo esse tempo vai ser gasto em coisas finitas, que vão te esgotar ao invés de saciar.

Todos os dias você vai ser como aquele ladrão na cruz, mas talvez em seu último dia de vida você não tenha tempo pra se arrepender.”

Sobre a carta

A carta acima foi escrita por alguém que decidiu seguir o caminho do próprio coração, as reflexões foram feitas após sua decisão, e é direcionada a quem está considerando a ideia de deixar a casa do Pai. Foi publicada aqui mediante autorização.

Um dos momentos mais tristes que eu vivi como parte do corpo de Cristo foi quando pessoas tão amadas (como a pessoa da carta) declararam abandonar a fé, dizendo que não o fizeram por não acreditarem mais em Deus, o que torna a história ainda mais dolorosa. Ao olharmos para as parábolas de Jesus, em Lucas 15, é possível estabelecer 3 tipos de pessoas perdidas e eu tomei a liberdade de pensar em como lidar com cada uma:

– A ovelha: não sabe que está perdida, não consegue enxergar isso e precisa que alguém a encontre e a carregue para casa. Assim meu papel é não medir esforços para achar a ovelha e pregar o Evangelho a ela, trazendo-a para casa.

– A dracma (moeda da época): está perdida dentro da própria casa, é necessário uma faxina completa para encontrá-la. Nesse caso, é preciso sondar o coração fazendo perguntas profundas e direcionadas e investir em discipulado vida na vida. Tenha disposição para tirar os móveis de lugar.

– O filho pródigo: escolheu se afastar do Pai e precisa voltar. Pessoas queridas que racionalmente decidiram viver seus próprios desejos, deixando de se importar com o Senhor. Lembre-se que o pai não foi atrás do filho, mas esperou ansiosamente pela sua volta, correndo ao seu encontro assim que o avistou a porta. Ele não o questionou, mas o recebeu de braços abertos pronto para restabelecer sua identidade de filho. Ore por essas pessoas, deixe claro que a porta segue aberta assim como seus braços.

E, se por acaso, você se encontra realmente considerando a hipótese de se afastar ou se já o fez. Pare, leia a carta novamente. Aproveite o tempo que ainda tem e corra em direção a casa do seu Pai, os braços estão abertos, o banquete está pronto a ser servido.

JG em parceria com uma pessoa muito querida, por quem oro constantemente pedindo a Deus que conceda tempo para o arrependimento.

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