Hoje em dia muito se ouve falar sobre amor, o amor é pregado aos quatro cantos do mundo, pessoas orgulhosas enchem o peito para gritar que “amor é amor”. Uns dizem que é a coisa mais valiosa que temos, outros o defendem acima de todas as coisas, tem até aqueles que cometem loucuras em nome do amor, o problema é que hoje você consegue defender praticamente tudo desde que você use o amor como justificativa. Como pode um só amor gerar tanto alvoroço?! Tiago começa o capítulo dois falando sobre amor de uma perspectiva diferente dessa que ouvimos nos dias atuais.

Se vocês de fato obedecerem à lei real encontrada na Escritura que diz: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’, estarão agindo corretamente” (v.8 – grifo do autor). Ao ler esse versículo na minha Bíblia de estudos me deparei com a seguinte nota “a lei do amor é chamada ‘real’ por ser a suprema origem de todas as demais leis que regem os relacionamentos humanos. É a síntese de todas as leis desse tipo.” O amor em questão é o mesmo descrito em 1 Coríntios 13.4-8: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.O amor nunca perece“. Sabemos que o provedor desse amor é Deus, que é o próprio amor, e nós só podemos amar porque um dia Deus nos amou primeiro. Não se deixe enganar pela concepção de amor que o mundo tem, firme-se no amor que se entregou numa cruz, um amor voltado para os outros e não para si mesmo.

Uma vez que o princípio maior é o amor, podemos alegar que está proibida a acepção de pessoas independente do motivo, quer seja dinheiro, status social,ou qualquer outra razão. O favoritismo transgride a lei real do amor e certamente será condenado (v.12 e 13). E quando se trata de pecado não se deve ter parcialidade, nenhum pecado é plausível de justificação. Não tem como pregar a fé em Cristo Jesus e tratar as pessoas com parcialidade, o amor deve sobressair. De que adianta cumprir toda a lei se falharmos em amar os outros?! E é nesse contexto que a graça de Deus entra e nos salva de nós mesmos e da nossa incapacidade de cumprirmos a lei.

A nossa vontade de cumprir a lei deve vir de um lugar de obediência ao reconhecer e se submeter ao senhorio de Cristo como Filho de Deus; fé que mostra que acreditamos no Espírito por trás da lei; esperança para indicar que entendemos que existem promessas que acompanham o cumprimento das leis e amor, pois sem amar o Autor da lei é impossível zelar pelo comprimento da mesma. Meu objetivo parqa cumprir a lei não é a busca pela salvação, na verdade é o movimento contrário, sou salvo e por isso e importo com o que o meu Deus gosto e busco viver uma vida que o agrada.

E para finalizar esse capítulo (v.14-26) temos a batalha final “fé vs. obras“. Quando na verdade não deveria ser uma ou a outra e sim as duas andando juntas lado a lado. Tiago não está defendendo que somos salvos por causa das nossas ações., a nossa salvação depende única e exclusivamente do Senhor. Trata-se de uma fé genuína que produz obras, uma fé que se confirma através de obras. Como seguidores de Jesus não fomos chamados para abraçar nossa fé e sentarmos no banco. Somos chamados para ter uma fé útil e viva, uma fé que reflete meu amor pelo próprio Deus de maneira a alcançar as pessoas ao meu redor com atitudes de gratidão, graça e misericórdia. Tiago nos exorta que até os demônios conhecem a Palavra de Deus, e as vezes melhor do que nós, o que nos diferencia deles? Nossas ações! “Assim como o corpo sem espírito está morto, também a fé sem obras está morta” (V.26). Não seja apenas um corpo, levante-se, encha-se do Senhor e coloca essa fé em ação!

Cristianismo é baseado em ação. A ação de Jesus!

JG