Durante minha curta existência eu já presenciei pessoas lutando contra diversos pecados, e quando paro para pensar sobre isso percebo que um dos pecados mais presentes na vida dos cristãos é a ansiedade. A época em que vivemos insiste em nos dizer que ansiedade é uma doença, eu não sou médica, mas ao ler a Bíblia sou levada a acreditar que a ansiedade é uma escolha, um pecado, e que pode sim, posteriormente gerar uma doença. Ela é como uma visita indesejada, surge do nada, pode ser por causa de um compromisso, uma resposta de emprego ou faculdade, pode ser em relação a uma viagem, ou algum conflito a ser resolvido. A grande questão é que quando ela se instala leva-se tempo para conseguir mandá-la embora.

Um dos pastores da minha igreja, Victor Galvão, diz que a ansiedade é o “verme da alma”, isso porque o verme é um parasita que se aloja no nosso corpo e se alimenta dele, tirando o nosso vigor e nos deixando fracos. E a ansiedade faz o mesmo conosco no âmbito espiritual: tira de nós a capacidade de nos relacionar com Deus, de frutificar, nos tornando apáticos e sem força. Conformar nossa mente ao mundo faz com que a ansiedade se torne mais e mais natural, é depositar nossas expectativas e esperança em qualquer coisa que não seja o Senhor. Quanto mais ouvidos damos aos assuntos seculares, mais fácil é de ser dominada pelo parasita da ansiedade. Mas para todo verme existe um vermífugo. E a Palavra nos aponta que o nosso antídoto contra esse mal é clamar pela graça de Deus.

Em Mateus capítulo 6, Jesus repete três vezes “não se preocupem”, Ele não está simplesmente sugerindo algo, mas é praticamente uma ordem. E em Filipenses Paulo reforça a ideia dizendo: “não andem ansiosos por coisa alguma”. A definição de ansiedade se assemelha com a impaciência, ou seja, não ter paciência para esperar o que está por vir, se preocupar antes do tempo, querer o “depois” no “agora”. Isso revela muito dos nossos corações, mostra a nossa idolatria. Sim, colocamos nosso próprio EU no lugar que é devido a Deus, queremos controlar as situações, ter a resposta na hora, saber os porquês, e queremos que as coisas aconteçam da forma como achamos melhor. Isso reflete que temos colocado o nosso coração no controle de todas as coisas, quando Deus nos alerta claramente que o “nosso coração é enganoso” (Jeremias 17.9). Os olhos dos ansiosos estão fixados nas preocupações desse mundo, ao invés de olhar para Cristo, que morreu pelos nossos pecados para nos libertar.

Óbvio que existem momentos em que ficamos preocupados, mas isso não pode roubar a nossa paz que excede todo entendimento, essa preocupação não pode tirar Deus do controle de todas as coisas. A nossa preocupação pode nos fazer crescer, desde que ela seja depositada aos pés do Pai, como um clamor de um mero mortal que não é capaz de resolver as coisas sozinho. A ansiedade maximiza situações pequenas, estabelece prioridades que não deveriam existir, rouba nosso sono e invade nossos pensamentos. É um afronte contra o Deus que criou todas as coisas e nos chama para compartilhar a graça e as boas novas. Colocamos a nossa segurança e felicidade em coisas terrenas e nos esquecemos que dessa terra só levaremos o nosso relacionamento com Deus e nada mais.

Para combater a ansiedade é preciso humildade, assumir que eu não possuo o controle da minha vida, que o meu querer não é a melhor solução, e que eu não sou capaz de fazer nada longe de Deus. É necessário nos lembrarmos do porquê não devemos nos preocupar, Jesus diz “”[…] Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? “Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo […] Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer? ’ Ou ‘que vamos beber? ’ Ou ‘que vamos vestir? ’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas” (Mateus 6:25-32).

Quando a ansiedade vier, lembre-se que esse pecado é um sintoma da sua idolatria ou incredulidade. Alimente a sua fé com a palavra de Deus, escolha não andar ansioso por coisa alguma, mas apegue-se ao único que tem tudo sob controle. Descanse nas promessas que o Criador do mundo te fez. Durma na certeza de que Ele continua sendo bom, Ele continua sendo Deus, independente das incertezas da sua vida. Segure-se na única certeza que realmente importa: a vontade do Senhor é boa, perfeita e agradável (Romanos 12.2).

A ansiedade é o resultado natural de centralizarmos nossas esperanças em qualquer coisa menor do que Deus e Sua vontade para nós” – Billy Graham

JG