Meus amigos vivem brigando comigo por causa dos áudios de mais de 1 minuto que eu mando no WhatsApp. E é incrível a nossa capacidade (espero que não seja só a minha) de falar muitas coisas em apenas um minuto. Sei que já falamos desse assunto antes (se ainda não leu, clique aqui), mas nunca é demais falar sobre algo que é tão importante para nosso Deus. Então vamos diagnosticar mais um pouco o nosso falar. Entre tantos textos da bíblia sobre a língua, um dos que mais me chama atenção é o de Efésios 4.29 “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem”. Quero propor que o analisemos de uma forma bem lógica, direta e simples, mas não simplista.

“Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês” – achei duas ótimas definições para a palavra torpe: 1) que contraria ou fere os bons costumes, a decência, a moral; que revela caráter vil; ignóbil, indecoroso, infame. 2) que causa repulsa; asqueroso, nojento, podre. Dessa maneira, se eu não devo falar coisas podres, o que eu devo falar?

“Apenas o que for útil para edificar os outros […] que conceda graça” –  o que você está preste a dizer, irá acalmar, ou beneficiar o coração do seu próximo? De alguma maneira trará esperança para ele? Irá refletir o caráter de Deus? Se for uma exortação, ela está mergulhada em amor ou em superioridade? Suas palavras levam um pouco de Cristo aos seus ouvintes?

E agora, a grande pergunta: e quando eu não tenho nada a dizer, o que eu faço? Cale-se. Aprenda a não dizer. Aprenda a não postar! Precisamos aprender a ouvir antes de querer ter uma resposta para tudo. Tiago 1.19 “…. Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar”. O capítulo 3 de Tiago nos diz também que a nossa língua pode levar a destruição de nós mesmos e dos que estão ao nosso redor. O que falamos é extremamente importante, por isso também é de extrema importância saber ficar em silêncio antes de qualquer outra coisa.

Por fim, “Não haja obscenidade, nem conversas tolas, nem gracejos imorais, que são inconvenientes” (Efésios 5. 4a). Obscenidade é aquela conversa que gera vergonha alheia, aquela conversa que fere o pudor, a decência, a modéstia, a inocência. Pode ter conteúdo sexual ou não, mas não passa de uma conversa podre. Conversas tolas, não necessariamente tem seu conteúdo ligado a sexualidade, mas simplesmente é uma conversa inútil, que não leva quem está ouvindo a lugar nenhum. Pelo contrário, ela gasta o tempo de ambos os envolvidos. Gracejos imorais são aquelas conversas inundadas de piadinhas com segundas intenções, trocadilhos malandros que ferem o pudor. Ou seja, é imoralidade sexual fantasiada de “humor”.

“Mas, ao invés disso, ações de graça” (Efésios 5. 4b). Ações de graça nos levam a ter um coração cheio de gratidão por tudo que o Senhor tem feito, e um coração cheio das coisas do Senhor não deixa espaço para que palavras torpes invadam nossos pensamentos. Ao diagnosticar nosso falar, podemos nos decepcionar em saber que temos pecado mais do que imaginávamos. Mas, esse não é o fim. Nosso Deus é um Deus que perdoa, é um Deus que restaura e é um Deus que está disposto a nos ajudar. Submeta o seu falar ao Senhor, encha-se das coisas do Alto, e isso fluirá de você.

 “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” 1 Coríntios 10.31

JG